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Pesquisa realizada pela Anprotec revela que apenas 20% das empresas nascidas em incubadoras fecharam suas portas. Historicamente o desemprego tem sido motivo de aflição para muitas famílias brasileiras, tendo como uma de suas causas o elevado índice de falência de micro e pequenas empresas.
Estudos mostram que devido a barreiras burocráticas, técnicas, comerciais e ausência de capacidade gerencial, 80% das micro e pequenas empresas brasileiras, em geral, desaparecem antes do primeiro ano de existência.
Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) o índice de mortalidade das empresas pode chegar a 97% no período de cinco anos de vida.
Estatísticas americanas e européias indicam que a taxa de mortalidade entre empresas que passam pelo processo de incubação é reduzida a 20%, contra 70% das empresas nascidas fora do ambiente de incubadoras.
Os resultados do Panorama 2003, que é a pesquisa nacional sobre o movimento de incubadoras de empresas e parques tecnológicos, promovida anualmente pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas (Anprotec), aponta um índice de mortalidade das empresas que saem das incubadoras semelhante aos europeus e americanos, cerca de 20%.
Além do baixo índice de mortalidade, o setor de incubadoras vem crescendo de forma desproporcional ao crescimento das empresas convencionais.
Nos últimos quatro anos, o número de empresas graduadas, empresas que saíram das incubadoras, mais que triplicou, passou de 320 em 1999 para 1100 em 2003. Enquanto o índice de nascimento das demais empresas brasileiras, sem vínculo com incubadoras, apontado pelo BNDES em 2000, foi de 19,4%.
Outra boa notícia contida no Panorama 2003 é a geração de empregos. Foram criados até o momento por empresas incubadas e graduadas 18.300 postos de trabalho.
Em face ao grande número de desempregados brasileiros, o número de empregos criados no movimento de incubadoras não é grande, porém, a geração de empresas preparadas e fortalecidas nas incubadoras deixa claro que o setor de incubação é um mecanismo eficiente para a diminuição da exclusão social gerada pelo desemprego no país, que é de 9,4% da população economicamente ativa, segundo dados do IBGE.
Gerar empregos e fazer girar a roda da economia é o grande desafio de qualquer nação mundial. O movimento de incubadoras de empresas brasileiro vem ao longo dos anos mostrando que é possível manter empresas sólidas e lucrativas no mercado investindo-se em formação e capacitação.
Durante os três anos, em média, que uma empresa passa dentro de uma incubadora, ela recebe todo apoio estrutural e logístico para sua sobrevivência. Por esse motivo, o índice de mortalidade das empresas geradas nas incubadoras é tão destoante das demais empresas do mercado.
Sobre as Incubadoras
Uma incubadora funciona como um instrumento de apoio ao surgimento e fortalecimento de novas empresas. É um ambiente planejado para acolher micro e pequenas empresas inovadoras que estão começando a surgir.
Funcionam em um espaço físico limitado, dividido em módulos. As empresas em gestão nas incubadoras são classificadas como incubadas ou residentes. Elas têm, em média, 3 anos para deixar o ambiente comum e partir para competição de mercado. A partir de então são classificadas como graduadas.
Existem três tipos de incubadoras no Brasil: as que abrigam preferencialmente empresas de base tecnológica, as de empresas de setores tradicionais e as mistas, que reúne os dois tipos anteriores.
Sobre a Anprotec
Criada em 1987, a Anprotec é o órgão que representa as incubadoras de empresas, pólos, parques tecnológicos e tecnópolis. Sua principal atividade é desenvolver uma política que crie mecanismos de ampliação do quadro de incubadoras e parques tecnológicos do país, buscando incentivos nas esferas estatal e privada.
A instituição promove e participa de eventos que contemplam a pesquisa e o empreendedorismo, aproximando os seus associados da realidade do mercado e do universo da produção científica que permite a inovação.
Hoje, a Associação possui 209 sócios e, além de representá-los, também trabalha para o Movimento Nacional de Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos como um todo.
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